Amigos do Oeste do Pará tenho algo a dizer...
Acompanhei toda a campanha pelo "Sim"e "Não" no plebiscito.
Prestem bem atenção o que vou dizer.
Não apontem o dedo para os irmãos de Belém, acusando-os de traição ou coisa parecida.
Por quê?
O insucesso de Tapajós no plebiscito é mais complexo do que imaginam a Dona Maria do Carmo e os deputados federais Lira Maia e Giovanni Queiroz.
Após a análise dos dados disponibilizados pelo TSE, fiquei impressionado pelo resultado das urnas de alguns lugares.
Vamos analisar os resultados da eleição, estamos falando de dados oficiais, são números e pronto.
André Nunes dono do Restaurante "Terra do Meio"[o nome do restaurante é em homenagem ao lugar que André nasceu em Altamira] havia me alertado que a divisão do Pará para formar o Estado de Tapajós não era uma unanimidade em Altamira.
Duvidei...
André o "Xamã do Uriboca" tinha razão.
Não podemos brigar contra os números, falei a coisa certa???
Então, vamos falar dos números, ok?!
Altamira votou pela "não"divisão do Estado do Pará, anota aí a votação dos irmãos altamirenses:
- 28.384 votos pelo "Não"-> 64,47%
- 15.644 votos pelo "Sim"-> 35,53%
E Vitória do Xingu?
Município próximo de Altamira, a votação foi a seguinte:
- 3.569 votos pelo "Não"-> 68,31%
- 1.656 votos pelo "Sim"-> 31,69%.
Senador José Porfírio, próximo de Altamira, na ilharga do maior município do mundo, votou para continuar paraense:
- 3.044 votos pelo "Não" -> 71,07%
- 1.239 votos pelo "Sim" -> 28,93%.
Uma pergunta que não quer calar: -Por que incluíram a região de Altamira, o maior município do Pará, no mapa de Tapajós, sem consultar antes os altamirenses?
Não há casamento sem o consentimento da noiva...
Será que a prefeita de Santarém vai considerar persona non grata todo o povo de Altamira e arredores?
