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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Dois pesos, duas medidas?

O post abaixo foi gentilmente copiado do blog do Barata (está sob Censura por falar a verdade de gente graúda).

ESCÁRNIO – Impessoalidade atropelada (Augusto Barata)

Internauta, em comentário anônimo, denuncia o culto à personalidade ao qual costumam se entregar acintosamente, com prejuízos para o erário, alguns dos prefeitos no exercício do mandato, em virtual campanha eleitoral antecipada, mirando nas eleições municipais de 2012. Este é o caso, de acordo com a denúncia, dos prefeitos de Belém, Duciomar Costa (PTB), o nefasto Dudu; de Ananindeua, Helder Barbalho (PMDB) (foto, à esq., com Cláudio Barroso, o desastrado prefeito de São João de Pirabas, também do PMDB), presumível herdeiro político do pai, o ex-governador e senador eleito Jader Barbalho; e de Redenção, Wagner Fontes (PTB). Todos três, ainda segundo a denúncia, atropelam o princípio da impessoalidade, sem que sejam incomodados pelo Ministério Público, ao contrário do que teria ocorrido com a prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins (PT), questionada sobre os gastos com propaganda na televisão e cujos informes pulicitários obedecem o princípio da impessoalidade da administração pública.
“Os vídeos com as propagandas das prefeituras estão ai. É só conferir e tirar as conclusões”, observa o internauta anônimo, ao fornecer os respectivos endereços eletrônicos.

"Olha o Dudu ai, gente!!!"

"Olha o Helder ai, gente!!!"

"Olha o Wagner Fontes ai, gente!!!"

"Olha a Maria do Carmo ai, gente!!!"

“Reparem que na propaganda da Prefeitura de Santarém a Maria do Carmo não aparece nos informes publicitários, que exibem apenas as obras realizadas pela atual administração”, assinala o internauta anônimo, em sua denúncia. “Já o Dudu, o Helder Barbalho e o Wagner Fontes são as estrelas nos anúncios das respectivas prefeituras, em clara promoção pessoal, bancada com dinheiro público, na maior cara dura. Ou seja, incorrem em crime de improbidade administrativa”, acrescenta.
Em sua denúncia, o internauta anônimo arremata com uma indagação, à espera de explicações convincentes: “Quando o Ministério Público vai tomar providências contra o Dudu, o Helder Barbalho e Wagner Fonte, da mesma forma como tomou contra a prefeita de Santarém? Ou é só prefeito do PT que não pode veicular informe publicitário na TV?”

sábado, 1 de outubro de 2011

Eleição em Belém

A partir das preocupações dos comunistas daqui e alhures, a pergunta que não quer calar: - Como a ex-petista Sandra Batista se livrará das teias e intrigas políticas dos Barbalhos?
Notícias que chegam de Ananindeua dão conta que o gabinete da vice-prefeita tenta cooptar militantes petistas para reforçar o time do pequeno PSOL, existem promessas de DAS tão logo se confirme a eleição do língua-presa Edmilson Rodrigues.
A propósito o Edmilson goza de reputação ilibada na militância petista, o pessoal diz que ele não tem rabo-preso, só a língua que é presa!
Apesar de ter a simpatia de parte dos militantes do PT, o Edmilson enfrenta muita resistência dos segmentos mais orgânicos do Partido dos Trabalhadores, dizem que além dele não cumprir acordos, soma-se o fato de o Psol não ter apoiado o PT no 2º turno da eleição para governador, ficaram feridas abertas...
Em nível nacional o Psol fez oposição ao Lula e agora faz à Dilma. Aqui em Belém, recentemente, numa plenária do Sintep (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Pará) o Edmilson foi falar e pegou uma vaia (informação dada pelo Jimmy por e-mail), não deixa de ser significativo, o Edmilson, contam os mais antigos, era um deus nas plenárias do Sintep, sinal dos tempos?
Será que a chapa Edmilson/Sandra está eleita?
Acho que não.
O tempo pequeno de Tv, e o pouco enraizamento nas redes sociais de seus militantes e do próprio Psol dificulta a tarefa do Edmilson, a história não se repete e 1996 já vai longe.
O PT é um partido de massas, o Psol nem é de massa e também ainda não consegue ser um partido de quadros, eis o gargalo de Edmilson ou do próprio Psol em Belém.
O Partido dos Trabalhadores é forte, o maior partido de esquerda do Ocidente, com uma forte militância e organizado em todo território do Pará, a eleição de 2012 passa pelo PT.
Os nomes do PT para a eleição ainda não empolgaram a militância...
Edmilson deveria se aproximar do PT.
Agora em Ananindeua, a vice-prefeita saiu do PT, mas não renunciou ao cargo de vice, como disse um leitor nosso: - Assim é paid'égua!
Talvez o Rui Baiano tenha a resposta para a seguinte pergunta: - Por que a vice-prefeita se cala para os desmandos de Hélder Barbalho???
- Rui como ela vai sair das teias e intrigas dos Barbalhos???
Perguntas sem respostas.
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As curtinhas do Pinto:
- A corda do Círio vem do Piauí, 800 metros trazidos pela Transportadora Ramos, mas por que não compramos essa corda aqui no Pará? Investindo no trabalho do cabôclo paraense, mas assim...
- Jatene bate um bolão, mas é ruim de gestão. O Simão ficou empolgado com o jogo da seleção com a Argentina, calma Simão!
- A clonagem do twitter do Jimmy Night vai ter desdobramentos, investigadores contratados estão chegando a uma secretaria do Simão, o bicho vai pegar!
- O PT Belém vai oferecer uma oficina de redes sociais para os militantes interessados, os preços bem abaixo do mercado.
- Belém e Ananindeua horríveis em saneamento, Ananindeua é o 4º município com o pior indíce de saneamento do Brasil, em 6º vem o Dudu, é mole?!

domingo, 4 de setembro de 2011

Belém, o processo de verticalização e o preço da especulação imobiliária


A cidade de Belém, capital do Pará, vem sofrendo nos últimos anos, intenso processo de verticalização dos espaços próximos ao centro da cidade, promovido pela grande especulação imobiliária que a cerca. Rapidamente Belém tornou-se o endereço principal de muitas incorporadoras/construtoras do sul e sudeste do país, que buscam investir na capital paraense, levantando prédios a todo o momento. Esse boom tornou Belém a 3º capital brasileira no custo do m² construído.
Geograficamente e pelo seu processo de ocupação, a chamada “cidade das mangueiras” está cercada por água de um lado. Do outro, os limites territoriais com o município vizinho de Ananindeua. O crescimento que acontecia no sentido horizontal, praticamente inexiste nos dias atuais. O último corredor de expansão, ou seja, o sentido do crescimento da cidade é a Av. Augusto Montenegro, região que recebe os maiores empreendimentos que chegam à cidade.
Com a dispersão das áreas periféricas para os “cantos” da cidade e nos municípios vizinhos que compõe a RMB (Região Metropolitana de Belém) a verticalização se concentra nas áreas centrais da cidade. Os poucos espaços disponíveis valorizam-se ao extremo e qualquer palmo de terra nos principais bairros da cidade custa valores impensáveis há alguns anos atrás.


O Capital especulativo do setor imobiliário, logo percebeu as limitações territoriais da capital paraense, partindo para a apropriação das áreas que até então, não despertavam maiores interesses de uso, como no caso da orla da cidade, ocupada em quase toda a sua totalidade por construções particulares e irregulares.
O Poder Público municipal começou a desenvolver políticas públicas que – na teoria – visam revitalizar a orla, dotando-a de equipamentos urbanos e transferindo as populações que lá residem para os conjuntos habitacionais.
A Prefeitura de Belém anunciou há alguns anos o projeto “Portal da Amazônia”, uma grande obra, com duas etapas de execução, que visa revitalizar grande parte da extensão da orla da cidade, da Universidade Federal do Pará até o Mangal das Garças. Atualmente, menos de 10% da obra foi executada.
As leituras e análises sobre a produção espacial nas cidades reforçam a tese marxista do papel do Estado e os interesses que este defende. No caso do processo de revitalização da orla da cidade, o discurso é o de melhorar a vida das pessoas que moram à beira do rio. Esse discurso não é falso, mas esconde outras intenções. O melhoramento da área, que passa a ser dotada de equipamentos urbanos, serve aos interesses capitais do mercado imobiliário, reproduz naquele espaço, agora “apropriado” aos novos interesses de uso.
A apropriação da orla de Belém por construções prediais interfere diretamente na circulação de ventos na cidade, pois cria obstáculos físicos, que impedem a entrada e melhor ventilação advinda do rio. Por inércia, o aumento médio da temperatura urbana irá se elevar, formando o que conhecemos como “ilhas de calor”, os micros climas na cidade. Fenômeno cada vez mais recorrente nos centros urbanos.
Cidades que permitiram construções em sua orla, como Recife, Fortaleza, Santos, etc. Tiveram aumento de temperatura por conta da falta de circulação de ventos. Outro ponto desfavorável a Belém, é justamente a velocidade dos ventos. Na capital paraense, a velocidade média de vento é de 2 m/s. Nas cidades litorâneas do nordeste a média dobra.
A especulação imobiliária cresce a cada mês assustadoramente em Belém. Esse crescimento desenfreado mostra o seu lado perverso: desabamento do prédio Real Class, no fim de fevereiro, e acidentes com mortes na construção civil, sem contar os problemas estruturais nos espigões erguidos a esmo na cidade. Os novos empreendimentos verticais seguem a lógica do mercado: prédios cada vez mais altos e redução de custo nas construções, uma relação perigosa.
A construção predial na orla da cidade vai de encontro ao que diz o Plano Diretor Urbano da cidade, que proíbe esse tipo de intervenção humana nessas áreas. Mesmo assim, há construções que acontecem, mesmo sem autorização legal, atropelando as leis. A força do Capital quer impor à força o uso do solo para reprodução do lucro de alguns, em detrimento à qualidade de vida dos moradores da cidade de Belém. Vamos deixar?
Além de interferir irregularmente na qualidade de vida da cidade e infringir leis, os especuladores querem calar aos que criticam esse processo. A ADEMI, associação de incorporadoras e construtoras, interpelou judicialmente o blogueiro José Carlos do PV, que denuncia essas arbitrariedades. Forma clara de censura, para que as ações desses grupos não sejam questionadas ou alertadas à população, que acompanha à distância o debate.

Henrique Branco é professor licenciado em Geografia - Especialista em Geografia da Amazônia: Sociedade e Gestão dos Recursos Naturais.